15/6/2023

Dor de dente: causas, como aliviar, tratamentos e quando procurar um dentista

Elevare

Uma dor de dente pode começar como um pequeno incômodo ao tomar uma bebida gelada e, poucas horas depois, transformar uma noite de sono em um verdadeiro desafio. Quem já passou por isso sabe: quando um dente começa a doer, fica difícil pensar em outra coisa.

O problema é que nem sempre conseguimos identificar o que está acontecendo. Pode ser uma cárie, uma inflamação na gengiva, uma sensibilidade passageira ou até uma infecção que precisa de tratamento.

A dor de dente é um sinal de que a sua saúde bucal pode estar comprometida. E, embora existam maneiras de aliviar o desconforto temporariamente, descobrir a causa é o que realmente permite resolver o problema.

Neste guia, reunimos as principais dúvidas de quem está passando por essa situação: o que pode causar dor de dente, como aliviar, quais medicamentos são utilizados, quando a dor exige atenção imediata e quais tratamentos podem ser necessários.

Você também vai entender como funciona o diagnóstico odontológico e o que esperar de uma consulta na Elevare Odontologia, no Itaim Bibi, em São Paulo.

O que é dor de dente?

A dor de dente, também chamada de odontalgia, é uma sensação dolorosa que pode surgir no próprio dente ou nas estruturas ao seu redor, como gengiva, osso e ligamentos que sustentam a raiz.

Para entender melhor, vale conhecer um pouco da anatomia dos dentes.

O que é dor no dente
Figura 1- O que é dor no dente

A parte mais externa é o esmalte, uma camada resistente que protege o dente. Logo abaixo está a dentina, que possui pequenos canais capazes de transmitir estímulos. No centro fica a polpa dentária, onde estão os vasos sanguíneos e as terminações nervosas.

Quando alguma dessas estruturas é afetada por cáries, inflamações, infecções, desgaste ou traumatismos, pode surgir a dor.

Mas existe um detalhe importante: nem toda dor que parece vir de um dente tem origem dentária. Problemas musculares, alterações na articulação temporomandibular e até sinusites podem provocar sensações semelhantes.

A dor também não precisa ser intensa para merecer atenção. Uma sensibilidade que aparece repetidamente ao beber água gelada, por exemplo, pode ser o primeiro sinal de um problema que ainda está no início.

Quais são as principais causas de dor de dente?

Existem muitas razões para um dente começar a doer. Algumas são relativamente simples de tratar. Outras exigem procedimentos mais específicos, especialmente quando há comprometimento da polpa ou infecção.

Principais causas de dor no dente
Figura 2 - Principais causas de dor no dente

A seguir, conheça as causas mais frequentes.

1. Cárie dentária

A cárie está entre as causas mais comuns de dor de dente.

Ela surge quando bactérias presentes na placa bacteriana produzem ácidos que provocam a perda de minerais do esmalte dentário.

No início, a cárie pode se desenvolver sem causar qualquer sintoma. À medida que avança e atinge a dentina, pode provocar sensibilidade ao consumir alimentos doces, quentes ou gelados.

Quando a lesão se aproxima da polpa, a dor pode se tornar mais persistente e intensa.

Como tratar: o tratamento depende da profundidade da cárie. Em casos iniciais, podem ser indicadas medidas para controlar a lesão. Quando há perda de estrutura dentária, pode ser necessária uma restauração. Se a polpa estiver irreversivelmente comprometida, o tratamento de canal pode ser indicado.

2. Pulpite: inflamação do nervo do dente

Sabe aquela dor que parece vir de dentro do dente e que, às vezes, continua mesmo depois de você parar de comer ou beber? Uma das possíveis causas é a pulpite.

A pulpite é a inflamação da polpa dentária, região interna popularmente conhecida como nervo do dente.

Ela pode ser classificada em duas situações principais:

  • Pulpite reversível: a inflamação ainda pode regredir quando sua causa é tratada. A sensibilidade costuma ser provocada por estímulos, como frio ou doce, e desaparecer rapidamente.
  • Pulpite irreversível: a polpa sofreu um comprometimento maior e não consegue se recuperar. A dor pode ser espontânea, prolongada, latejante e até interromper o sono.

Nem sempre é possível distinguir essas condições apenas pelos sintomas. O diagnóstico depende de testes clínicos e, quando indicado, exames complementares.

3. Abscesso dentário

O abscesso é uma coleção de pus causada por uma infecção bacteriana.

Quando ocorre próximo à ponta da raiz, recebe o nome de abscesso periapical. Também existem abscessos periodontais, relacionados aos tecidos que sustentam os dentes.

Entre os sintomas possíveis estão dor intensa, sensibilidade ao mastigar, inchaço, gosto ruim na boca e presença de uma pequena elevação na gengiva, por onde pode ocorrer drenagem de secreção.

O abscesso dentário precisa de avaliação rápida. A infecção pode se espalhar para tecidos próximos e, em situações graves, comprometer outras regiões da face e do pescoço.

4. Dente quebrado, trincado ou fraturado

Nem sempre uma fratura é visível.

Existem dentes com pequenas trincas que provocam dor principalmente durante a mastigação, especialmente quando a pressão sobre o dente é retirada.

Isso acontece porque a movimentação das partes trincadas pode irritar a polpa e os tecidos internos.

O tratamento depende da extensão da fratura. Pode envolver uma restauração, uma coroa dentária, tratamento de canal ou, nos casos em que não seja possível preservar o dente, extração.

5. Dente do siso

O nascimento dos dentes do siso pode provocar desconforto, especialmente quando não existe espaço suficiente para sua erupção.

Uma situação comum é a pericoronarite, inflamação da gengiva que recobre parcialmente o siso. Como essa região pode acumular restos de alimentos e bactérias, surgem dor, inchaço, gosto desagradável e dificuldade para abrir a boca.

Nem todo siso precisa ser extraído. A indicação depende da posição do dente, da presença de infecções, dos sintomas e dos riscos identificados na avaliação.

6. Gengivite e periodontite

As doenças gengivais também podem estar relacionadas à dor.

A gengivite é uma inflamação superficial da gengiva. Seus sinais mais conhecidos são vermelhidão, inchaço e sangramento durante a escovação ou o uso do fio dental.

Já a periodontite afeta estruturas mais profundas de sustentação dos dentes, podendo provocar perda óssea, retração gengival, mobilidade dentária e, em determinadas situações, dor ou abscessos.

É importante lembrar que muitas doenças periodontais evoluem sem dor significativa. Por isso, esperar sentir dor não é uma boa estratégia de prevenção.

7. Sensibilidade dentária

Sentir uma fisgada rápida ao tomar sorvete ou beber água gelada pode ser um sinal de hipersensibilidade dentinária.

Ela costuma ocorrer quando a dentina fica exposta devido a fatores como retração gengival, desgaste dentário ou erosão do esmalte.

A sensibilidade geralmente é breve e aparece diante de estímulos específicos.

Entretanto, uma sensibilidade que aumenta, persiste ou aparece em um único dente precisa ser investigada. O sintoma também pode estar associado a cáries, restaurações comprometidas ou alterações da polpa.

8. Bruxismo e apertamento dos dentes

O bruxismo é caracterizado por atividades involuntárias dos músculos mastigatórios, como ranger ou apertar os dentes.

Ele pode acontecer durante o sono ou enquanto a pessoa está acordada.

Entre os sintomas associados estão desgaste dentário, sensibilidade, dor muscular, sensação de cansaço na mandíbula e desconforto ao acordar.

Em alguns pacientes, a sobrecarga sobre determinados dentes provoca uma dor semelhante àquela causada por problemas nas raízes.

O tratamento deve considerar a condição individual e pode envolver medidas de proteção dentária, manejo muscular e identificação de fatores associados.

9. Restauração antiga, infiltrada ou quebrada

Uma restauração pode apresentar desgaste, fratura ou perda de adaptação ao longo do tempo.

Quando existe uma falha na vedação, bactérias podem alcançar regiões abaixo do material restaurador, favorecendo o desenvolvimento de novas cáries.

O paciente pode perceber sensibilidade, dor ao mastigar ou desconforto ao consumir alimentos gelados e doces.

Nesses casos, avaliamos se é necessário reparar ou substituir a restauração e se houve comprometimento das estruturas internas do dente.

10. Problemas após um tratamento de canal

Um dente que já passou por tratamento de canal também pode apresentar dor.

Isso pode acontecer por inflamação nos tecidos ao redor da raiz, infecção persistente ou recorrente, fratura ou problemas na restauração que protege o dente.

Dependendo do diagnóstico, pode ser necessário um retratamento endodôntico, uma intervenção cirúrgica ou outro procedimento específico.

11. Desgaste e erosão do esmalte

O desgaste dentário pode ser provocado por atrito, forças excessivas ou exposição frequente a substâncias ácidas.

Refrigerantes, bebidas ácidas e episódios recorrentes de refluxo gastroesofágico, por exemplo, podem contribuir para a erosão dentária.

Com a perda da proteção do esmalte, a dentina pode ficar exposta, aumentando a sensibilidade e a possibilidade de desconforto.

12. Má oclusão e sobrecarga na mordida

Quando a distribuição das forças durante a mastigação não está adequada, determinados dentes podem receber cargas excessivas.

Isso pode acontecer em situações de alterações oclusais, restaurações com contato prematuro ou sobrecarga muscular.

O resultado pode ser uma sensação de pressão, dor ao morder ou desconforto em determinados pontos da arcada.

A avaliação da mordida ajuda a identificar se existe relação entre a dor e o funcionamento do sistema mastigatório.

13. Sinusite

A sinusite pode causar uma dor que parece vir dos dentes superiores, especialmente dos pré-molares e molares.

Isso ocorre pela proximidade entre as raízes desses dentes e os seios maxilares.

Uma pista é perceber dor em vários dentes superiores ao mesmo tempo, acompanhada de congestão nasal, pressão no rosto ou desconforto ao abaixar a cabeça.

Nessas situações, é possível trabalhar em conjunto com um médico para esclarecer a origem dos sintomas.

14. Dor orofacial e alterações da articulação temporomandibular

Problemas musculares e disfunções temporomandibulares, conhecidas pela sigla DTM, podem produzir dores percebidas na região dos dentes.

O paciente pode apresentar dor na mandíbula, nas têmporas, perto dos ouvidos ou durante os movimentos de abrir e fechar a boca.

Algumas condições de dor neuropática, como a neuralgia do trigêmeo, também podem provocar dores faciais intensas que se confundem com problemas dentários.

15. Nascimento dos dentes e troca da dentição infantil

Em bebês, o nascimento dos primeiros dentes pode causar desconforto gengival, irritabilidade e aumento da necessidade de morder objetos.

Já durante a infância, a troca dos dentes de leite pode provocar sensações de pressão e pequenos incômodos.

Mas atenção: dor intensa, febre ou inchaço significativo não devem ser automaticamente atribuídos ao nascimento dos dentes.

Nessas situações, é importante procurar avaliação profissional.

16. Outras causas menos frequentes

Também merecem investigação situações como traumatismos na face, inflamação ao redor de implantes, lesões na mucosa, alterações neuropáticas, cefaleias e enxaquecas com manifestações faciais.

Uma dor persistente que não apresenta causa dentária evidente pode precisar de avaliação por outros profissionais de saúde.

Quais são os principais fatores de risco para dor de dente?

Alguns hábitos e condições aumentam a probabilidade de desenvolver problemas capazes de provocar dor nos dentes.

Fatores de risco para dor nos dentes
Figura 3 - Fatores de risco para dor nos dentes

Entre os principais fatores estão:

  • Higiene bucal insuficiente: favorece o acúmulo de placa bacteriana e o desenvolvimento de cáries e doenças gengivais.
  • Alimentação rica em açúcar: especialmente quando há consumo frequente de doces, biscoitos e bebidas açucaradas ao longo do dia.
  • Falta de acompanhamento odontológico: pode permitir que alterações inicialmente pequenas evoluam sem diagnóstico.
  • Dificuldade de acesso ao atendimento: barreiras financeiras, sociais, geográficas ou de informação podem atrasar a prevenção e o tratamento.
  • Tabagismo: está associado a maior risco de doenças periodontais e pode prejudicar a cicatrização.
  • Consumo excessivo de álcool: pode contribuir para problemas de saúde bucal, principalmente quando combinado a outros fatores de risco.
  • Diabetes, especialmente quando não controlado: aumenta a vulnerabilidade a problemas periodontais e pode dificultar a recuperação de infecções.
  • Boca seca: a redução da saliva, que pode ser causada por medicamentos ou condições de saúde, favorece o aparecimento de cáries.
  • Bruxismo e apertamento dentário: podem provocar desgaste, sobrecarga e fraturas.
  • Refluxo e exposição frequente a ácidos: contribuem para a erosão do esmalte.
  • Restaurações antigas ou mal adaptadas: podem favorecer infiltrações e novas lesões.
  • Ausência de proteção durante esportes de contato: aumenta o risco de traumas.

Ter um desses fatores não significa necessariamente que você terá dor de dente. Mas reconhecê-los ajuda a orientar a prevenção.

Quais são os tipos mais comuns de dor de dente?

A maneira como a dor aparece pode oferecer pistas importantes para o diagnóstico.

Tipos mais comuns de dor no dente
Figura 4 - Tipos mais comuns de dor no dente

Observe alguns exemplos:

Tipo de dorComo costuma se manifestarPossíveis causas
Dor latejanteSensação de pulsação, às vezes intensa e contínuaPulpite, inflamação ou infecção
Dor agudaFisgada forte e repentinaTrinca, cárie, sensibilidade
Dor ao tomar geladoChoque ou pontada ao contato com frioSensibilidade, cárie, alteração pulpar
Dor surda e constanteDesconforto profundo e persistenteInflamações, sobrecarga ou problemas periodontais
Dor ao mastigarDor ao pressionar ou soltar a mordidaTrinca, fratura, inflamação na raiz
Dor irradiadaComeça ou parece começar em um local e se espalhaAlterações pulpares, musculares ou nervosas
Dor por pressãoSensação de dente alto ou pressionadoInflamação periodontal, alteração oclusal
Dor no fundo da bocaDesconforto próximo ao último molarSiso, pericoronarite, cárie

Essa relação não substitui o diagnóstico. Duas pessoas com dores muito parecidas podem apresentar problemas completamente diferentes.

O que a intensidade da dor pode indicar?

Uma dor leve e passageira pode estar relacionada à sensibilidade dentária. Já uma dor espontânea, persistente ou que impede o sono merece avaliação mais rápida.

Entretanto, intensidade não é sinônimo de gravidade.

Uma infecção crônica, por exemplo, pode evoluir com pouca dor. Da mesma forma, algumas alterações de sensibilidade podem causar desconforto intenso sem representar uma infecção profunda.

A localização ajuda a identificar a causa?

Sim, mas nem sempre.

A dor em um único dente pode sugerir um problema localizado. Já o desconforto em vários dentes pode estar relacionado a fatores musculares, periodontais ou até sinusais.

Em casos de inflamação pulpar, também pode ser difícil identificar exatamente qual dente está doendo.

Por isso, a localização é uma informação importante, mas não suficiente para determinar o tratamento.

Quais são os principais sintomas que acompanham a dor de dente?

A dor pode aparecer isoladamente ou vir acompanhada de outros sinais.

Os mais comuns incluem:

  • Sensibilidade ao frio, calor e alimentos doces.
  • Dor ao mastigar ou apertar os dentes.
  • Gengiva vermelha, inchada ou dolorida.
  • Sangramento gengival.
  • Mau hálito ou gosto desagradável na boca.
  • Sensação de pressão na região da raiz.
  • Dificuldade para abrir completamente a boca.
  • Dor irradiada para mandíbula, ouvido ou rosto.
  • Inchaço na bochecha.
  • Presença de secreção ou pus na gengiva.
  • Febre e mal-estar, especialmente em situações de infecção.

A combinação de dor, inchaço e febre merece atenção especial, pois pode indicar um processo infeccioso que precisa de avaliação urgente.

Como aliviar a dor de dente?

Quando a dor aparece, a primeira reação costuma ser procurar alguma maneira de fazê-la passar.

Como aliviar a dor no dente
Figura 5 - Como aliviar a dor no dente

Algumas medidas simples podem oferecer alívio temporário enquanto você busca atendimento odontológico.

Mas é importante entender a diferença entre aliviar o sintoma e tratar o problema.

1. Compressa fria

A compressa fria pode ajudar a reduzir temporariamente o desconforto e o inchaço, especialmente quando existe um componente inflamatório ou traumático.

Envolva uma bolsa fria em um pano limpo e aplique do lado de fora do rosto por cerca de 10 a 15 minutos, fazendo intervalos.

Evite colocar gelo diretamente sobre a pele ou sobre o dente dolorido.

2. Bochecho com água morna e sal

O bochecho com água morna e sal pode ajudar na limpeza da boca e no alívio de pequenas irritações gengivais.

Uma forma simples de preparar é dissolver meia colher de chá de sal em um copo de água morna.

Faça um bochecho suave e descarte a água.

Essa medida não elimina uma infecção dentro do dente e não substitui o tratamento odontológico. Também não é indicada para crianças pequenas que ainda não conseguem bochechar sem engolir.

3. Higiene bucal cuidadosa

Pode parecer contraditório, mas manter a boca limpa é importante mesmo quando um dente está doendo.

Use uma escova macia e evite movimentos agressivos.

Se houver suspeita de alimento preso entre os dentes, o fio dental pode ajudar a removê-lo delicadamente. Não force a região se estiver muito dolorida.

4. Evite mastigar do lado dolorido

Enquanto aguarda a avaliação, procure consumir alimentos macios e mastigar do lado oposto ao dente afetado.

Alimentos muito duros ou crocantes podem aumentar o desconforto, especialmente quando existe uma trinca ou fratura.

5. Evite temperaturas extremas

Bebidas muito geladas ou muito quentes podem intensificar a dor em dentes sensíveis ou com comprometimento da polpa.

Prefira alimentos e bebidas em temperatura ambiente ou morna, conforme sua tolerância.

6. Creme dental para dentes sensíveis

Quando a causa é hipersensibilidade dentinária, cremes dentais específicos podem ajudar a controlar o desconforto.

Esses produtos geralmente precisam de uso contínuo para apresentar resultado.

Se a sensibilidade persistir, piorar ou estiver localizada em apenas um dente, a avaliação odontológica é necessária.

7. Medicamentos para alívio temporário

Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser utilizados em determinadas situações para controlar a dor até o atendimento.

No entanto, a escolha depende de fatores como idade, histórico de saúde, gestação, alergias, problemas renais, doenças gástricas e medicamentos em uso.

A orientação deve ser individualizada, preferencialmente por um profissional.

Cravo-da-índia funciona para dor de dente?

O cravo-da-índia contém eugenol, uma substância com propriedades anestésicas locais e utilizada em determinadas formulações odontológicas.

Isso não significa, porém, que colocar cravo ou óleo essencial diretamente sobre o dente seja um tratamento seguro.

O óleo concentrado pode irritar ou lesionar a mucosa, além de não resolver cáries, infecções ou inflamações profundas.

Por isso, não recomendamos o uso direto de óleo essencial de cravo como solução caseira.

Chá de gengibre e própolis ajudam?

O gengibre e o própolis possuem compostos estudados por suas propriedades biológicas, mas não existem evidências clínicas suficientes para considerá-los tratamentos eficazes para a dor de dente.

Preparações concentradas podem causar irritações, e o própolis pode provocar reações alérgicas em algumas pessoas.

Se a intenção é aliviar a dor, medidas de cuidado temporário mais previsíveis e uma avaliação profissional são escolhas mais seguras.

Dor de dente forte: o que fazer?

Uma dor intensa, contínua ou que impede você de dormir deve ser avaliada rapidamente por um dentista.

Até conseguir atendimento:

  • Evite pressionar ou mastigar com o dente dolorido.
  • Faça uma higiene bucal suave.
  • Utilize compressa fria externa se houver desconforto ou inchaço.
  • Evite alimentos muito quentes, frios, doces ou duros.
  • Busque orientação profissional sobre o controle da dor.
  • Procure avaliação odontológica o quanto antes.

Não espere a dor se tornar insuportável para procurar ajuda. Em algumas situações, o tratamento precoce pode evitar que uma condição relativamente simples evolua para um procedimento mais complexo.

Quando a dor de dente é uma emergência?

Procure atendimento médico de emergência imediatamente se a dor vier acompanhada de:

  • Dificuldade para respirar, engolir ou falar.
  • Inchaço importante na boca, abaixo da língua ou no pescoço.
  • Inchaço na região dos olhos ou alterações na visão.
  • Piora rápida do inchaço facial, principalmente com febre ou mal-estar intenso.
  • Confusão mental ou comprometimento importante do estado geral.

Esses sintomas podem indicar a disseminação de uma infecção e exigem avaliação hospitalar.

Nos demais casos de dor intensa, inchaço localizado, secreção ou suspeita de abscesso, procure atendimento odontológico urgente.

O que não fazer quando estiver com dor de dente?

Alguns hábitos podem agravar a situação em vez de ajudar.

O que não fazer em caso de dor no dente
Figura 6 - O que não fazer em caso de dor no dente
  • Não coloque comprimidos diretamente no dente ou na gengiva. Substâncias como o ácido acetilsalicílico podem irritar e causar lesões na mucosa.
  • Não aplique alho, álcool ou produtos químicos na região dolorida. Além de não tratarem a causa, podem provocar irritações e queimaduras.
  • Não utilize antibióticos por conta própria. Eles não são indicados para todos os casos de dor de dente e podem trazer efeitos adversos.
  • Não tente furar ou drenar um abscesso em casa. Isso pode piorar a infecção e provocar lesões.
  • Não aplique calor intenso sobre um inchaço de origem desconhecida. Prefira orientação profissional para o manejo da região.
  • Não ignore a dor apenas porque ela diminuiu. O desaparecimento temporário do sintoma não significa necessariamente que o problema foi resolvido.

Qual é o melhor remédio para dor de dente?

Não existe um único medicamento que seja o melhor para todos os casos.

O tratamento depende da causa da dor e das condições de saúde de cada paciente.

Entre os medicamentos utilizados no controle da dor odontológica estão:

Paracetamol

É um analgésico usado no alívio de dores de diferentes origens.

Pode ser uma opção para determinadas pessoas, mas precisa ser utilizado respeitando as contraindicações e os limites de dose. O uso inadequado pode causar lesões graves no fígado.

Dipirona

Muito utilizada no Brasil, a dipirona é um medicamento com ação analgésica e antitérmica.

Sua indicação depende do histórico clínico e da avaliação de possíveis contraindicações, incluindo reações alérgicas e alterações hematológicas.

Ibuprofeno

O ibuprofeno pertence ao grupo dos anti-inflamatórios não esteroidais e pode ser útil em dores odontológicas com componente inflamatório.

Entretanto, não é apropriado para todos os pacientes, especialmente em determinadas situações de doença renal, problemas gastrointestinais, risco de sangramento ou gestação.

Naproxeno

Também é um anti-inflamatório não esteroidal que pode ser indicado em alguns quadros de dor aguda.

Assim como outros medicamentos dessa classe, exige cuidado com contraindicações e interações medicamentosas.

E os antibióticos?

Antibióticos, como amoxicilina, podem ser prescritos para determinadas infecções bacterianas, mas não funcionam como analgésicos e não são necessários para a maioria das dores dentárias.

Mesmo quando existe infecção, o tratamento geralmente precisa atuar diretamente sobre sua origem, por exemplo, por meio de drenagem, tratamento de canal ou extração, conforme a situação.

O uso de antibióticos é reservado a condições específicas, como determinados quadros infecciosos com sinais de disseminação ou comprometimento sistêmico.

Importante: não combine medicamentos ou inicie tratamentos por conta própria. A intensidade da dor, isoladamente, não determina qual remédio deve ser utilizado.

Qual é o tratamento para dor de dente?

O tratamento odontológico depende do diagnóstico.

Tratamento para dor no dente
Figura 7 - Tratamento para dor no dente

Em alguns casos, uma restauração é suficiente. Em outros, é necessário tratar a polpa, controlar uma doença periodontal ou corrigir um problema na estrutura do dente.

Veja as possibilidades mais comuns.

Causa identificadaTratamento que pode ser indicado
Cárie inicialControle da lesão, flúor e acompanhamento
Cárie com cavidadeRestauração dentária
Pulpite irreversívelTratamento de canal ou outra abordagem indicada
Abscesso dentárioTratamento da origem da infecção e drenagem quando necessária
Dente trincadoRestauração, coroa ou tratamento específico
Restauração infiltradaReparo ou substituição da restauração
Doença periodontalRaspagem e tratamento periodontal
Sensibilidade dentináriaDessensibilizantes, flúor e proteção das áreas expostas
Bruxismo e sobrecargaAbordagem funcional e medidas de proteção
Siso com complicaçõesTratamento da inflamação e possível extração
Dente sem possibilidade de recuperaçãoExtração e planejamento de reabilitação

Restauração dentária

Indicada principalmente quando existe perda de estrutura causada por cáries, fraturas ou desgaste.

O dentista remove o tecido comprometido quando necessário e reconstrói a região com material apropriado, como resina composta.

Tratamento de canal

O tratamento de canal é indicado quando a polpa está irreversivelmente inflamada, infectada ou sofreu determinados danos.

Durante o procedimento, o profissional remove o tecido comprometido, limpa e desinfeta os canais internos da raiz e realiza o preenchimento para selar o espaço.

Depois, o dente recebe uma restauração adequada para recuperar sua função e proteção.

O objetivo é controlar a infecção ou inflamação e, sempre que possível, preservar o dente natural.

Leia também: Tratamento de canal: entenda o procedimento e previna problemas.

Tratamento periodontal

Quando a dor está relacionada às gengivas e estruturas de sustentação dos dentes, podem ser necessárias raspagens, controle da inflamação, limpeza de bolsas periodontais e acompanhamento especializado.

A abordagem varia conforme a gravidade da doença.

Extração dentária

A extração é considerada quando o dente não pode ser recuperado ou sua permanência representa um risco para a saúde bucal.

Isso pode ocorrer em fraturas extensas, comprometimento periodontal avançado ou determinados casos de infecção e destruição dentária.

A decisão deve considerar as possibilidades de preservação e reabilitação.

Leia também: Extração de dente: quando é necessária e como funciona.

Tratamento para bruxismo e dor muscular

Quando a dor está associada à sobrecarga muscular e ao apertamento dos dentes, o tratamento pode incluir medidas de proteção dentária, orientações de hábitos, exercícios específicos e outras abordagens individualizadas.

A placa oclusal pode ser utilizada em determinadas situações, mas sua indicação depende do diagnóstico.

Como é feito o diagnóstico da dor de dente?

Descobrir qual dente está causando a dor nem sempre é tão simples quanto parece.

O primeiro passo é uma conversa detalhada sobre os sintomas e o histórico de saúde do paciente.

Aqui na Elevare nós investigamos desde quando a dor começou, sua intensidade, duração, localização e os fatores que provocam ou aliviam o desconforto.

Por exemplo, existe uma diferença importante entre uma fisgada que desaparece imediatamente após beber água gelada e uma dor que continua durante vários minutos.

Depois dessa conversa, começa o exame clínico.

Nossa avaliação analisa os dentes, restaurações, gengivas, mucosas e estruturas ao redor, procurando sinais de cáries, fraturas, retrações gengivais, inflamações ou infecções.

Pode ser necessário também avaliar a mordida, os músculos mastigatórios e a resposta de cada dente a estímulos específicos.

O objetivo é identificar não apenas onde dói, mas porque está doendo.

Quais exames podem ser necessários para investigar dor de dente?

Nem todo paciente precisa realizar uma série de exames. A escolha depende das informações encontradas durante a consulta.

Radiografia periapical

É um dos exames mais utilizados para investigar problemas relacionados às raízes e aos tecidos ao redor dos dentes.

Pode ajudar na identificação de cáries profundas, alterações ósseas, lesões periapicais e no acompanhamento de tratamentos endodônticos.

Radiografia interproximal

Muito utilizada para avaliar cáries entre os dentes e condições de determinadas restaurações.

É especialmente útil quando a lesão não pode ser identificada facilmente durante o exame visual.

Radiografia panorâmica

Oferece uma visão geral das arcadas, dos dentes e de estruturas ósseas.

Pode ser indicada para avaliar dentes inclusos, sisos, determinadas alterações ósseas e situações em que uma visão ampla é importante.

Entretanto, não substitui todas as radiografias específicas.

Tomografia computadorizada de feixe cônico

A tomografia permite analisar estruturas dentárias e ósseas em três dimensões.

Pode ser útil em casos complexos de endodontia, suspeitas de fraturas, avaliações cirúrgicas e situações em que outros exames não esclarecem o diagnóstico.

Não é um exame necessário para toda dor de dente. Sua indicação deve considerar o benefício clínico e a exposição à radiação.

Testes de sensibilidade pulpar

O dentista pode aplicar estímulos frios ou, em situações específicas, quentes para avaliar a resposta do dente.

A intensidade e a duração da resposta ajudam a investigar a condição da polpa.

Testes elétricos pulpares

Em determinadas situações, pode ser utilizado um aparelho que aplica estímulos elétricos controlados para verificar a resposta sensorial da polpa.

É importante lembrar que os testes de sensibilidade não medem diretamente a circulação sanguínea do dente. Por isso, seus resultados precisam ser interpretados em conjunto com os demais achados.

Sondagem periodontal

É realizada com um instrumento apropriado para avaliar a profundidade dos espaços entre dentes e gengivas.

Ajuda a identificar problemas periodontais e pode contribuir para a investigação de fraturas ou alterações próximas às raízes.

Testes de mordida e percussão

O dentista pode pedir ao paciente para morder um instrumento específico ou aplicar pequenas pressões controladas sobre os dentes.

Esses testes ajudam a investigar trincas, inflamações e sensibilidade nos tecidos de sustentação.

Exames de sangue

Não fazem parte da investigação rotineira de uma dor de dente simples.

Podem ser solicitados em situações específicas, como suspeita de infecção sistêmica, presença de condições médicas relevantes ou necessidade de avaliação hospitalar.

Como é feito o tratamento após o diagnóstico?

Depois de identificar a origem da dor, apresentamos as possibilidades de tratamento.

Em geral, a abordagem segue algumas etapas:

  1. 1. Controle do desconforto: quando necessário, são adotadas medidas para aliviar a dor e permitir o atendimento.
  2. 2. Tratamento da causa: pode envolver restauração, tratamento de canal, intervenção periodontal, drenagem, extração ou outro procedimento.
  3. 3. Recuperação da função: quando houve perda de estrutura dentária, pode ser necessário restaurar o dente ou realizar uma reabilitação.
  4. 4. Orientações de recuperação: o paciente recebe recomendações sobre alimentação, higiene, medicamentos prescritos e sinais de atenção.
  5. 5. Acompanhamento: dependendo do caso, são realizadas consultas para avaliar a cicatrização, a resposta ao tratamento e a necessidade de outras intervenções.

O tempo de recuperação varia bastante.

Algumas pessoas apresentam alívio logo após o procedimento. Outras podem sentir sensibilidade temporária, especialmente depois de tratamentos mais complexos.

Se a dor aumentar progressivamente ou aparecerem novos sintomas, o dentista deve ser informado.

Quanto custa tratar uma dor de dente?

Essa é uma das primeiras perguntas de quem procura atendimento odontológico.

A resposta depende da causa do problema.

Uma dor provocada por uma cárie pequena pode exigir uma restauração relativamente simples. Já uma infecção profunda pode precisar de tratamento de canal, reconstrução dentária e acompanhamento.

Para oferecer uma referência, reunimos valores indicativos de mercado para procedimentos odontológicos particulares em São Paulo, com base em levantamento publicado em outubro de 2026.

ProcedimentoFaixa de referência em São Paulo
Limpeza odontológica (profilaxia)R$ 120 a R$ 350
Restauração em resinaR$ 200 a R$ 720
Tratamento de canalR$ 700 a R$ 1.500
Raspagem periodontal (por quadrante)R$ 220 a R$ 770
Extração de sisoR$ 600 a R$ 1.800

Os valores são estimativas de mercado da Dental Index Brasil, não preços praticados pela Elevare. Os preços podem variar conforme a complexidade do caso, a região, os materiais e os procedimentos associados. O orçamento individual deve ser definido após avaliação clínica.

No tratamento de canal, por exemplo, também pode ser necessária uma restauração definitiva ou coroa, cujo custo deve ser considerado separadamente quando não estiver incluído no orçamento.

Por isso, o mais importante é entender qual procedimento realmente será necessário antes de comparar valores.

Como prevenir a dor de dente?

Embora nem todas as causas possam ser evitadas, grande parte dos problemas odontológicos pode ser prevenida ou identificada precocemente.

Prevenir dor no dente
Figura 8 - Prevenir dor no dente

Mantenha uma higiene bucal consistente

Escove os dentes pelo menos duas vezes ao dia com creme dental fluoretado e utilize fio dental diariamente.

A limpeza entre os dentes é especialmente importante porque a escova não alcança todas essas superfícies.

Faça consultas preventivas

As consultas periódicas permitem identificar cáries, restaurações comprometidas, retrações gengivais e outros problemas antes que provoquem sintomas importantes.

O intervalo ideal de acompanhamento varia conforme o risco individual de cada paciente.

Realize profilaxia e remoção de tártaro

A limpeza profissional ajuda a controlar o acúmulo de biofilme e remover depósitos de cálculo dentário quando presentes.

Ela também representa uma oportunidade para avaliar a saúde das gengivas e reforçar orientações de prevenção.

Trate cáries e restaurações comprometidas

Pequenas lesões costumam oferecer possibilidades de tratamento mais conservadoras.

Quanto mais tempo uma cárie permanece sem controle, maior a possibilidade de atingir estruturas profundas.

Controle a frequência de consumo de açúcar

Não é apenas a quantidade de açúcar que importa. A frequência com que os dentes ficam expostos a alimentos e bebidas açucaradas também influencia o risco de cárie.

Reduzir beliscos frequentes e bebidas adoçadas ao longo do dia pode fazer diferença.

Proteja os dentes de traumas e desgaste

Pessoas que praticam esportes de contato podem se beneficiar do uso de protetores bucais apropriados.

Quem apresenta bruxismo, desgaste dentário ou apertamento também deve conversar com o dentista sobre medidas de proteção.

Não ignore os pequenos sinais

Sangramento gengival recorrente, sensibilidade frequente ou desconforto ao mastigar não devem ser considerados normais.

Investigar esses sinais permite agir antes que o problema avance.

Quando devo procurar um dentista na Elevare por causa da dor de dente?

O ideal é procurar avaliação quando a dor aparece de maneira recorrente, persiste ou apresenta piora.

Também é recomendado consultar um profissional na Elevare se houver:

  • Dor que dura mais de 24 a 48 horas.
  • Sensibilidade que se torna prolongada.
  • Desconforto ao mastigar.
  • Dente quebrado ou restauração solta.
  • Gengiva inchada ou com secreção.
  • Dor que interrompe o sono.
  • Inchaço na face ou sensação de pressão intensa.

Dor muito forte, suspeita de infecção ou traumatismo dentário exigem atenção mais rápida.

Mesmo que o incômodo desapareça espontaneamente, vale investigar a causa quando ele foi intenso ou recorrente.

Dor de dente no Itaim Bibi: como a Elevare pode ajudar?

Quem procura atendimento odontológico por causa de uma dor de dente não quer apenas um alívio momentâneo. Quer entender o que está acontecendo, conhecer as opções de tratamento e recuperar a tranquilidade para comer, dormir e seguir sua rotina.

Tratamento de dor no dente na Elevare
Figura 9 - Tratamento de dor no dente na Elevare

Na Elevare Odontologia, localizada no Itaim Bibi, em São Paulo, o atendimento reúne profissionais de diferentes áreas da odontologia, permitindo uma abordagem que considera tanto o problema imediato quanto a saúde bucal como um todo.

Entre os recursos e tratamentos divulgados pela clínica estão:

Avaliação clínica e diagnóstico

A avaliação inicial busca identificar a origem do desconforto por meio da conversa com o paciente, do exame clínico e dos exames complementares indicados para cada situação.

A Elevare também dispõe de recursos de diagnóstico e planejamento digital, incluindo radiografias e escaneamento intraoral.

Clínica geral e restaurações

A odontologia clínica é importante para identificar e tratar problemas como cáries, restaurações comprometidas, desgaste dentário e outras alterações que podem provocar dor.

Dra. Camilla Faggion Martins, especialista em Endodontia

Endodontia e tratamento de canal

Para os casos que envolvem comprometimento da polpa ou da região interna do dente, a Elevare conta com atendimento em endodontia.

Entre as profissionais apresentadas pela clínica está a Dra. Camilla Faggion Martins (CRO-SP 117063), especialista em Endodontia pela Faculdade São Leopoldo Mandic.

O tratamento endodôntico tem como objetivo controlar alterações internas do dente e, sempre que possível, preservar sua estrutura natural.

Atendimento personalizado

Na Elevare, a proposta é reunir avaliação cuidadosa, explicações claras e um planejamento individualizado.

O objetivo não é apenas controlar o sintoma, mas entender o motivo da dor e definir uma conduta adequada para cada paciente.

A disponibilidade de atendimento para dor aguda deve ser confirmada previamente com a recepção.

Agende sua consulta na Elevare Odontologia

Se você está com dor de dente, sensibilidade recorrente ou percebeu alguma alteração na gengiva, uma avaliação odontológica pode ajudar a esclarecer a causa e indicar o tratamento mais adequado.

A Elevare está localizada no Itaim Bibi, em São Paulo, e oferece atendimento odontológico com profissionais especializados e recursos de diagnóstico e planejamento.

Onde estamos

Rua Iguatemi, 192, 1º andar, conjunto 13
Itaim Bibi — São Paulo/SP
CEP 01451-010

WhatsApp: (11) 93339-9169
Telefone: (11) 4323-2001

Entre em contato com a equipe para conhecer os horários disponíveis e agendar sua avaliação.

Cuidar da dor é importante. Descobrir sua causa é o primeiro passo para recuperar o conforto e preservar a saúde do seu sorriso.

Perguntas frequentes sobre dor de dente

1. Quais são os sinais de alerta de uma dor de dente?

Dor intensa ou persistente, inchaço, secreção, febre, dificuldade para abrir a boca e piora progressiva merecem avaliação rápida. Se houver dificuldade para respirar ou engolir, inchaço no pescoço ou próximo aos olhos, procure imediatamente um serviço de emergência.

2. Qual é a diferença entre dor odontogênica e dor orofacial?

A dor odontogênica tem origem nos dentes ou em suas estruturas de sustentação, como ocorre em cáries, pulpite e infecções.

Já a dor orofacial é um conceito mais amplo, que inclui dores na face, mandíbula, músculos e articulações. Algumas condições orofaciais podem ser confundidas com dor dentária, mesmo quando os dentes estão saudáveis.

Identificar essa diferença é importante para evitar tratamentos desnecessários.

3. Como conseguir dormir com dor de dente?

Se a dor piora ao deitar, tente descansar com a cabeça um pouco mais elevada, utilizando um travesseiro adicional, caso seja confortável.

Evite mastigar do lado dolorido antes de dormir e consumir alimentos muito quentes, frios ou doces.

A compressa fria externa pode ajudar temporariamente. Se necessário, busque orientação profissional sobre medicamentos adequados.

Se a dor impede o sono, procure atendimento odontológico rapidamente.

4. Por que a dor de dente piora à noite?

Existem algumas explicações possíveis.

Ao deitar, alterações na circulação e na pressão dos tecidos da cabeça podem contribuir para intensificar determinados quadros inflamatórios. Além disso, durante a noite existem menos distrações, o que pode aumentar a percepção da dor.

O bruxismo noturno também pode agravar alguns desconfortos.

Entretanto, nem toda dor dentária apresenta piora ao anoitecer.

5. Qual é a melhor posição para dormir quando estou com dor de dente?

Algumas pessoas percebem alívio ao dormir com a cabeça ligeiramente elevada, evitando ficar completamente deitadas.

Essa posição pode reduzir a sensação de pressão em determinados casos, mas não existe uma posição capaz de tratar a origem da dor.

O importante é encontrar uma postura confortável e procurar atendimento para investigar o problema.

6. Dor de dente na gravidez pode prejudicar o bebê?

A dor em si não significa que o bebê esteja sendo prejudicado.

No entanto, infecções e problemas odontológicos que provocam a dor não devem ser ignorados durante a gestação.

O atendimento odontológico pode e deve ser realizado quando necessário. Procedimentos como restaurações, tratamento de canal e cuidados periodontais podem ser conduzidos durante a gravidez com planejamento apropriado.

Gestantes não devem utilizar medicamentos por conta própria. É importante informar ao dentista a idade gestacional e os medicamentos em uso.

7. Posso passar alho no dente para aliviar a dor?

Não é recomendado.

Apesar de ser frequentemente citado em receitas caseiras, o alho aplicado diretamente sobre a gengiva pode provocar irritação e até queimaduras químicas.

Também não existe evidência clínica suficiente de que essa prática seja eficaz para tratar dor dentária.

8. O que fazer se não consigo ir ao dentista imediatamente?

Mantenha uma higiene suave, evite mastigar do lado dolorido, prefira alimentos macios e utilize medidas temporárias de alívio.

Procure orientação sobre medicamentos que sejam seguros para seu caso.

Se não conseguir atendimento particular, uma Unidade Básica de Saúde (UBS) pode orientar sobre o acesso aos serviços odontológicos do SUS. Algumas unidades oferecem procedimentos de urgência.

Se houver sinais graves de infecção, procure atendimento hospitalar.

9. Quando a dor de dente indica uma infecção?

Uma infecção pode provocar dor persistente, sensação de pressão, inchaço, secreção ou gosto desagradável na boca.

Febre e mal-estar também podem aparecer quando existe comprometimento sistêmico.

Mas nem toda infecção provoca sintomas evidentes. Algumas lesões ao redor das raízes podem evoluir sem dor importante.

O diagnóstico depende da avaliação clínica e, quando necessário, de exames de imagem.

10. Dor de dente que vai e volta é normal?

Não deve ser considerada normal apenas porque desaparece espontaneamente.

Dores intermitentes podem estar relacionadas a sensibilidade, cáries, pequenas trincas, alterações na polpa ou sobrecarga dentária.

Em algumas situações, a dor diminui temporariamente porque a polpa perdeu sua vitalidade, enquanto o problema continua evoluindo.

Se o sintoma retorna, vale investigar.

11. Dor de dente ao mastigar: o que pode ser?

Entre as causas possíveis estão trincas, fraturas, restaurações comprometidas, inflamação ao redor da raiz e alterações periodontais.

O desconforto também pode estar associado a uma sobrecarga na mordida.

O dentista pode realizar testes específicos para identificar qual estrutura está sendo afetada.

12. O que significa uma dor de dente latejando?

A dor latejante é aquela que parece pulsar, muitas vezes acompanhando uma sensação de pressão.

Ela pode estar associada à inflamação da polpa, a alterações ao redor da raiz ou a processos infecciosos.

Entretanto, a característica latejante não confirma, por si só, um diagnóstico.

Quando a dor é intensa ou espontânea, a avaliação deve ser feita rapidamente.

13. Dor de dente pode ser sinusite?

Sim.

Os seios maxilares ficam próximos às raízes dos dentes superiores. Durante uma sinusite, a pressão e a inflamação dessa região podem produzir uma sensação semelhante à dor de dente.

É comum haver desconforto em vários dentes superiores, acompanhado de sintomas nasais e pressão facial.

O diagnóstico pode exigir avaliação odontológica e médica.

14. Quando uma dor de dente precisa de radiografia?

Quando o exame clínico não é suficiente para esclarecer a origem dos sintomas ou quando existe suspeita de alterações internas, nas raízes ou nos tecidos ósseos.

A radiografia pode ajudar a identificar cáries ocultas, lesões periapicais e outras alterações.

O tipo de exame é escolhido conforme a necessidade. Nem toda dor exige radiografia panorâmica ou tomografia.

15. Dor de dente sempre precisa de tratamento de canal?

Não.

Muitas dores podem ser resolvidas com restaurações, tratamento periodontal, controle de sensibilidade ou outras abordagens conservadoras.

O tratamento de canal é indicado quando existe comprometimento irreversível da polpa ou determinadas condições infecciosas e traumáticas.

Sentir dor intensa não significa automaticamente que o dente precisa de canal.

16. Antibiótico resolve dor de dente?

Na maioria das situações, não.

O antibiótico não trata diretamente causas como cáries, trincas, inflamações pulpares sem indicação de antibioticoterapia ou problemas de mordida.

Mesmo quando existe uma infecção bacteriana, pode ser necessário realizar um procedimento para remover sua origem.

Antibióticos são utilizados apenas quando existe indicação clínica, definida pelo profissional.

17. A dor de dente pode desaparecer sozinha?

Pode acontecer, mas isso não significa necessariamente que o problema foi resolvido.

Uma sensibilidade temporária pode melhorar quando o estímulo é removido. Por outro lado, dores provocadas por alterações mais profundas também podem desaparecer por algum tempo, mesmo com a doença ainda presente.

Se a dor foi intensa, persistente ou recorrente, o mais seguro é investigar sua causa.

18. Dente com canal pode voltar a doer?

Sim.

Embora o tecido pulpar tenha sido removido, os tecidos ao redor da raiz continuam capazes de transmitir sensações dolorosas.

Uma infecção persistente, uma nova contaminação, uma fratura ou alterações periodontais podem provocar desconforto.

O tratamento dependerá da origem identificada.

19. Quanto tempo demora para passar a dor depois do tratamento?

Depende do procedimento e da condição inicial.

Após uma restauração, pode ocorrer sensibilidade transitória. Depois de um tratamento de canal ou de uma intervenção periodontal, algum desconforto durante os primeiros dias também pode ser esperado.

O mais importante é observar a evolução.

Dor que piora progressivamente, inchaço, febre ou aparecimento de secreção exigem reavaliação.

20. Quais sinais indicam que preciso voltar ao dentista depois de tratar a dor?

Procure reavaliação se houver aumento da dor, inchaço novo ou progressivo, febre, secreção, dificuldade crescente para mastigar ou persistência dos sintomas além do esperado pelo profissional.

Também é importante retornar quando uma restauração parece alta, quebra ou apresenta desconforto persistente.

21. Dor de dente pode causar dor de cabeça e ouvido?

Sim.

Determinados problemas dentários podem gerar dor irradiada para regiões próximas, incluindo mandíbula, ouvido e têmporas.

Entretanto, dores de cabeça e ouvido têm muitas outras causas. A relação com um problema dentário precisa ser confirmada por avaliação adequada.

22. É possível ter infecção no dente sem sentir dor?

Sim.

Algumas infecções crônicas ao redor das raízes podem permanecer por longos períodos com poucos sintomas.

Por isso, consultas preventivas e exames indicados pelo dentista são importantes mesmo quando o paciente não sente dor.

23. Dor no dente depois de uma restauração é normal?

Alguma sensibilidade temporária pode ocorrer, principalmente quando a restauração foi profunda.

Entretanto, dor intensa, piora progressiva, sensibilidade prolongada ou dificuldade para mastigar precisam ser investigadas.

Em alguns casos, pode haver necessidade de ajustar o contato da restauração ou avaliar a condição da polpa.

24. Dor de dente em criança precisa de atendimento?

Sim, especialmente quando a dor é persistente, intensa ou acompanhada de febre, inchaço e dificuldade para comer.

Dentes de leite também podem desenvolver cáries, inflamações e infecções.

Além de provocar desconforto, problemas não tratados podem comprometer a alimentação, o sono e a saúde bucal da criança.

A avaliação deve ser realizada por um cirurgião-dentista, preferencialmente com experiência em odontopediatria.

25. Quando devo procurar um dentista por causa de dor de dente?

Se você mora ou trabalha próximo ao Itaim Bibi, em São Paulo, e apresenta dor recorrente, sensibilidade persistente ou desconforto ao mastigar, procure uma avaliação odontológica.

Nos casos de dor intensa, inchaço ou suspeita de infecção, a orientação é buscar atendimento com maior urgência.

A Elevare Odontologia está localizada na Rua Iguatemi, 192, no Itaim Bibi, em São Paulo. Para verificar a disponibilidade de consulta, entre em contato pelo WhatsApp (11) 93339-9169.

Este artigo tem caráter informativo e não substitui uma avaliação odontológica individualizada. As causas da dor e os tratamentos indicados dependem do diagnóstico profissional.

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